segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Animais pequenos veem o mundo em câmera lenta



Animais pequenos veem o mundo em câmera lenta, diz estudo
Pesquisa indica que pássaros pequenos e insetos percebem o tempo com mais detalhes para escapar de predadores
Entre os animais com os sistemas visuais mais rápidos na base de dados do estudo estão o esquilo-terrestre-de-capa-dourada, o pássaro estorninho e o pombo Foto: BBCBrasil.com
Entre os animais com os sistemas visuais mais rápidos na base de dados do estudo estão o esquilo-terrestre-de-capa-dourada, o pássaro estorninho e o pombo Foto: BBCBrasil.com
Animais pequenos tendem a perceber o mundo em câmera lenta, segundo uma nova pesquisa. Isso significa que eles conseguem observar o movimento de maneira mais detalhada que criaturas maiores, permitindo que escapem de predadores. Insetos e pássaros pequenos, por exemplo, podem ver mais informações em um segundo do que um animal como o elefante. O estudo foi divulgado na publicação científica Animal Behaviour.
"A habilidade para perceber o tempo em escalas muito pequenas pode ser a diferença entre a vida e a morte para organismos que se movem rapidamente como predadores e suas presas", disse o principal autor da pesquisa, Kevin Healy, do Trinity College Dublin, na Irlanda.
Em animais grandes, foi detectado o efeito contrário, estes podem não enxergar coisas que as criaturas pequenas percebem rapidamente.

'Goleiro acelerado'
Nos seres humanos, a velocidade de percepção de informações varia de indivíduo paraindivíduo. Os atletas, por exemplo, frequentemente processam a informação visual mais rapidamente. Um goleiro experiente seria mais rápido do que outras pessoas ao observar de onde vem a bola.
A velocidade com a qual humanos absorvem a informação visual também está relacionada à idade, segundo Andrew Jackson, coautor do trabalho sobre os animais.
Onça ataca jacaré no Pantanal; veja batalhas entre predadores
"Pessoas mais jovens reagem mais rapidamente do que as mais velhas e essa habilidade diminui com o aumento da idade."
A equipe analisou a variação da percepção do tempo em uma variedade de animais. Os cientistas coletaram dados de outras equipes que usaram uma técnica chamada de perimetriaflicker para medir a frequência de fusão crítica, ou seja, a velocidade com a qual o olho consegue processar a luz.
Ao transformar estes dados em um gráfico, os pesquisadores descobriram um padrão que mostravam uma forte relação entre o tamanho do corpo e a rapidez com a qual o olho consegue responder a mudanças na informação visual como, por exemplo, uma luz que pisca.
"De uma perspectiva humana, nossa habilidade para processar a informação visual limita nossa habilidade para dirigir carros ou aviões mais rápido do que conseguimos atualmente na Fórmula 1. Esses pilotos estão testando os limites do que é humanamente possível", disse Jackson à BBC.
"Por isso, ir mais rapidamente iria requerer ou a ajuda de computadores ou uma melhoria do nosso sistema visual através de drogas ou até implantes."
Tatu-bola confuso
O estudo atual se concentra nos vertebrados, mas a equipe também descobriu que diversas espécies de moscas também reagem a estímulos mais de quatro vezes mais rápidos que o olho humano.
Mas alguns tipos de isópodes marinhos (uma tipo de tatu-bola do mar) tem a reação mais lenta de todas as registradas na pesquisa e só consegue perceber uma luz se apagando e acendendo quatro vezes por segundo "antes que fiquem confusos e pensem que luz está sempre ligada", explicou Jackson.
Bióloga faz registro inédito de ataque de jiboia a macaco na Amazônia
"Estamos começando a entender que há um mundo inteiro de detalhes que só alguns animais conseguem perceber e é fascinante pensar sobre como eles podem perceber o mundo de um jeito diferente de nós."
Segundo GraemeRuxton, da Universidade de St. Andrews, na Escócia, que também é coautor do estudo, "ter olhos que atualizem o cérebro em frequências mais altas do que os nossos não tem valor se o cérebro não conseguir processar essa informação igualmente rápido."
"Por causa disso, este trabalho mostra as capacidades impressionantes do cérebro, mesmo os dos menores animais. Moscas podem não ser grandes pensadoras, mas podem tomar boas decisões muito rapidamente", afirma.

Depoimento de Clara Baldan



Desde muito pequena sempre ouvia as estórias que minha mãe contava, era toda noite após o jantar enquanto esperávamos meu pai chegar do trabalho.Ás vezes ela lia alguma coisa dos livros e cartilha da época em que ele estudava, porque na minha casa não tinha outros livros. Eu e minha irmã pedíamos para ela ler novamente a mesma estória, eu adorava, viajava com a minha imaginação. Com seis anos de idade ainda não estava na escola, porque na aquela época as crianças eram alfabetizadas com sete anos, mas eu queria aprender a escrever e ler como a minha mãe. Ela, apesar de não ter primeiro grau completo, sabia ler muito bem, começou a me ensinar a escrever e ler. Com sete anos fui para escola e logo já estava escrevendo e lendo e lia tudo o que via pela frente. A nossa vizinha a D. Emilia tinha um filho que estava na escola e era mais velho que eu e me emprestava seus livros e gibis que já não usavam mais e eu lia. Gostava muito de ler os livros de ciências e até hoje gosto muito de ler.

Como é feito o plástico biodegradável?



Como é feito o plástico biodegradável?

O plástico comum é um material sintético feito a partir de derivados do petróleo. como é uma novidade criada pelo homem, nunca fez parte do cardápio de nenhum microorganismo. Por não ser, digamos, o prato preferido desses minúsculos seres, leva de 40 a 200 anos para ser decomposto. Já a origem do plástico biodegradável é natural.
Do mesmo modo que nós produzimos gordura para estocar as reservas de energia dentro do corpo, algumas bactérias produzem um composto, chamado PHB, com propriedades parecidas com as do plástico comum. Uma pesquisa pioneira do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, descobriu uma forma simples de produzir PHB: engordando essas bactérias com cana-de-açúcar:
 - Primeiro, fornecemos uma alimentação balanceada às bactérias, para que elas se reproduzam.
- Depois, retiramos alguns nutrientes e damos só açúcar.
As bactérias não se reproduzem mais e só engordam, produzindo o plástico. Daí basta separar e recolher a matéria-prima praticamente pronta", diz a engenheira química Marilda Keico Taciro, do IPT.
A boa notícia acaba aí. O plástico biodegradável custa (por enquanto) de três a cinco vezes mais que o de petróleo - por isso, seu uso ainda é limitado a aplicações médicas e experimentais.
A natureza agradece

 O plástico biodegradável se decompõe 20 vezes mais rápido que o sintético
As bactérias Burkholderia sacchari produzem naturalmente um composto parecido com o plástico
O plástico biodegradável leva dois anos para desintegrar-se. O plástico comum precisaria, no mínimo, de 40 anos

 Fonte: IPT

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Testes de vacinas contra a dengue

O laboratório francês Sanofi Pasteur iniciou a fase final de testes para a primeira vacina contra a dengue. Se os resultados forem positivos, um medicamento poderá ser comercializado já em 2015. A doença tropical atinge cerca de 100 milhões de pessoas por ano no mundo.

Os cientistas do laboratório francês estão otimistas com os avanços obtidos até agora na busca de uma vacina contra a dengue. “Estamos em uma etapa muito importante, a fase 3 dos testes clínicos, e esperamos, ainda em 2014, os resultados das experiências feitas em dez países da Ásia e da América Latina com 30 mil voluntários”, declarou nessa quinta-feira, 11 de julho, o vice-presidente da Sanofi Pasteur encarregado da doença, Guillaume Leroy.
O laboratório está tão confiante nos resultados que em maio de 2009, antes mesmo dos primeiros testes clínicos, a empresa lançou a construção de uma unidade para a produção de vacinas em Neuville-sur-Saône, perto de Lyon. Mais de 300 milhões de euros já foram investidos e 220 funcionários se dedicam ao projeto. Sanofi Pasteur já tem como meta produzir 100 milhões de doses por ano.
De acordo com um estudo realizado em setembro de 2012 pela revista especializada The Lancet, a 2ª fase já havia se mostrado eficaz em 30,2% dos casos. Essa etapa foi testada na Tailândia, em 4 mil crianças atingidas pela tipo DEN-2 da doença. Já nas outras três variantes do vírus, os resultados foram positivos entre 60% e 90% dos doentes.
Trasmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue atinge cada ano quase100 milhões de pessoas em cerca de 100 países, entre eles o Brasil, onde os casos praticamente triplicaram em 2013. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 500 mil ocorrências de “dengue hemorrágica”, que tem como vítimas principalmente os jovens e crianças de menos de 15 anos de idade, seriam registrados anualmente.

Depoimento de celia aparecida martins cunha

Boa noite colegas e tutora
Meu primeiro contato com a leitura, foi a cartilha “Caminho Suave”.A escola não tinha uma biblioteca organizada, mas havia um armário na sala de aula com livros doados pelos próprios alunos e uma vez por semana podíamos escolher os livros para a leitura  silenciosa
Um fato que marcou a minha experiência de escrita ocorreu no ensino fundamental I: a professora colocava um quadro na sala de aula e pedia que fosse narrada uma história de acordo com a gravura. Acredito que pelas aulas de leitura serem tão  desejadas  ,isto  estimulou minha criatividade para soltar a imaginação ,pois recordo que as minhas redações eram lidas para as outras classes.
No   ensino médio os livros eram indicados pelos professores de Língua Portuguesa sendo retirados na biblioteca Municipal.
Tantos foram os livros que fizeram parte da minha adolescência, dentre estes os que mais me marcaram foram: O Pequeno Príncipe- um dos maiores clássicos de literatura   mundial. Quem nunca ouviu ou disse alguma vez frases como: ”você   é responsável por aquilo  que cativas ”ou ”O essencial é invisível aos olhos ”.Outro livro que marcou essa fase em minha vida foi o  diário de Anne Frank, uma menina que foi ,para mim, um exemplo de força e coragem.
Hoje leio tudo que estiver ao meu alcance e faço isso com muito prazer. Ler é um ato valioso para o nosso   desenvolvimento  pessoal e profissional .É uma forma de ter acesso às informações ,além de nos  fornecer   ânimo ,acalmar e sair da rotina mental e enxergar situações por outras janelas.
Para finalizar, acredito que mesmo com tantas tecnologias a leitura e a escrita jamais serão substituídas.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Depoimento de CÉLIA APARECIDA CARRASCO DE ANDRADE

Olá Rosângela!!! adorei seu depoimento Felipe!!!me fez pensar em tantas coisas de minha vida!!!! acho que tudo tem um porque!!! o 1º livro que li em minha vida foi "O menino do dedo verde" e com ele me encantei com a leitura e também com a natureza que este livro relatava, tão lindamente!!!!                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Quando entrei na escola, meu pai me presenteou, ( com muita simplicidade) com uma " escolinha no fundo do meu quintal", tinha uma lousa feita com uma porta velha que ele pintou e colocou no muro em baixo do pé de jabuticaba, tinha também uma mesinha, e vários banquinhos feitos de troncos de árvores, muito lindo o lugar, plantou muitas flores e realmente ficou sendo "o meu lugar favorito" para escrever as primeiras letras , os números e principalmente depois, meu cantinho da leitura e estudo.Onde brincava de escolinha  com minhas amigas e aprendia muito sobre natureza, pois nesse quintal também tinha uma horta  e muitas árvores de frutas.Adorava ouvir meu pai contar  sobre as plantas e animais que lá frequentavam. Que saudade!!!!                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Agradeço muito ao meu  pai !!!maravilhoso, sempre presente e muito preocupado com minha educação. Ficava muito feliz quando chegava da escola com novidades do que aprendia , como ler para ele, ou então, narrar o que aprendi, o que escrevi e principalmente os livros que estava lendo (que pegava na biblioteca da escola), muito bom lembrar disso!!! ´                                                                                                                                                                                                                             Hoje, adoro ler, sempre estou lendo alguma coisa interessante, para tornar minhas aulas, interessantes!!!! adoro também contar histórias para meus alunos !!! sempre começo contando alguma notícia, ou fato de minha vida ou de alguém que conheço, ou que li numa revista,livro,  jornal , na internet ou na tv, relacionado ao tema da aula.Com isso me aproximo mais de meus alunos e eles também se sentem motivados a comentar fatos de suas vidas e informações que tem a respeito do assunto. Muito legal essa interação.  Isso nos possibilita uma aproximação e uma troca de informações, onde também aprendo muito com eles.

Comentário de VERA LIGIA DO CARMO FURLAN

Ola Célia!
 
 
Como é bom ler uma história parecida com a minha, que na infância morava em um sítio e não recebeu estímulos à leitura pela família, assim como tantas outras da nossa época .E hoje como professora da sala de leitura da FAZENDA CACHOEIRA tenho a  oportunidade de mudar a história de muitos alunos.

Comentário de CELIA APARECIDA COSTA MARTINS

Olá Felipe!!!
Gostei muito da sua história você teve o privilégio de contar com a  motivação  da família. Pesquisas mostram que quando mais cedo se começa ler maiores são as chances de se tornar um leitor assíduo.

Depoimento de VERA LIGIA DO CARMO FURLAN

Fui criada em uma família de não leitores. Mesmo assim ,comecei a cultivar o hábito da leitura. Gostava de gibis e revista Sabrina. O livro "A Ilha Perdida' marcou a minha infância.

Depoimento de Felipe Luz de Oliveira

Minhas primeiras lembranças de leitura são que, ainda na infância, eu adorava e devorava livros que falavam sobre animais. Talvez isso influenciou minha escolha por ir estudar biologia, pois despertou minha paixão pelos animais. Me lembro que toda semana meu pai comprava e me presenteava com livros que falavam dos animais, e eu lia todos diversas vezes, ansioso para ganhar o próximo livro, alguns dos quais tenho guardado até hoje no porão da minha casa.
Já na escrita, me lembro de ter ganhado uma medalha de primeiro lugar no campeonato de poesia em minha sala de aula da 2ª série, sala da tia Izabel. No meu poema falava das aventuras de um menino em um dia do nascer ao pôr do sol, que pegava sua bicicleta e ia até as montanhas para conhecer amigos. No entanto, sem dúvida quem me influenciou o gosto pela leitura e escrita foi meu avô Edmur. Eu ficava encantado com as palavras cruzadas que ele fazia, e um dia ele resolveu me ensinar a fazer, atividade que realizo até hoje. Meu avô me ensino a resolver os desafios de Rébus, uma atividade de leitura de imagens deliciosa de se fazer.
No ensino fundamental II eu lia todos os livros que as professoras recomendavam e cobravam em provas, e até alguns outros, principalmente os da coleção Vaga-Lume os da série de Os Karas, que eu adorava. Os livros que me marcaram essa época foram A Ilha, o Escaravelho do Diabo e a Droga da Obediência.
No ensino médio, confesso que não gostava nem um pouco de livros de literatura, e não gosto até hoje. Eu juro que tentava lê-los, mas abandonava no meio do caminho. Mas nem por isso deixava de ler; nessa época o que eu mais lia era o Sítio do Pica Pau Amarelo, de Monteiro Lobato. Toda semana minha mãe trazia um livro diferente da sua escola pra eu ler.
Já no fim da minha adolescência, a série em que comecei a me interessar (e que me viciei, diga-se de passagem) foi a do Harry Potter, de J. K. Rolling. Li todos os livros, alguns até duas ou três vezes, e esperava ansiosamente pelo lançamento dos livros da série. Além disso, também gosto muito da leitura de outros autores, como Agatha Christie, Sidney Sheldon (esse influenciado por minha mãe) e Sir Arthur Connan Doyle, autor dos suspenses policiais da série de Sherlock Holmes. Atualmente meu autor preferido é Dan Brown, da série O Código da Vinci, e no momento estou lendo Anjos e Demônios.
Enfim, sou daqueles que a primeira coisa que faço quando chego para trabalhar em minha escola é abrir a Folha de São Paulo, e leio tudo o que vejo em minha frente: jornais, revistas, notícias na internet etc. Acredito que o conhecimento e a sabedoria que a leitura trás na vida de uma pessoa são coisas que te fazem crescer e que você levará por resto de sua vida, coisas que ninguém nunca irá tirara de você, e que te ajudarão a construir sua personalidade e sua opinião acerca dos mais diversos assuntos.

Depoimento de Felipe Luz de Oliveira